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Archive for dezembro \26\UTC 2015

Preciso confessar que ando numa fase de muito pouca tolerância com a Humanidade. E não é à toa, são experiências pessoais intensas demais. Obviamente, não sou obtusa o suficiente para deixar de ver as coisas boas que acontecem não só comigo, como no mundo. Até porque meu nome é Letícia, que significa Alegria, episódios que nem vale a pena elencá-los. Eu já nem guardo mágoas, rancor, tenho que fazer valer essa ‘alegria’.  Alegria essa que anda se esquivando de mim, a qual passei a vida inteira numa relação paradoxal, por mim ela seria tão simples mas parece que para as pessoas EU sou uma coisa estranha, que nunca satisfazia, só servia para servir e ser descartada. Foram tantos rancores, dissabores, maus-tratos, raivas, ódio, desespero, acho que me resignei.

Meus olhos viam tanta beleza, eu tinha tantos sonhos, nenhum era grandioso, eram mais idealistas. Meus olhos não eram cor de rosa, eram lilases, minha cor favorita. rsrsrs Eu acreditava na Justiça, na Liberdade, na Verdade, na Solidariedade, na Fraternidade, na Diversidade e no Respeito Humano. E em tese e racionalmente eu continuo pensando assim, daí me lembro que toda regra tem exceção e, nesse exato momento, me lembro de várias exceções.

Há momentos em que eu queria ter nascido desprovida de inteligência, modéstias e humildades à parte. O impulso pode levar de volta ao nada, ao ponto de partida, a um eclipse, a um ciclo vicioso, quando não depende só de você. É como aquele ditado: Há sempre uma luz no final do túnel OU Depois da tempestade vem a bonança OU A Semeadura é Livre mas A Colheita é Obrigatória (ou seja, você colhe aquilo que planta) #SQN. Se fosse assim haveria sempre justiça, bondade, solidariedade, amor, união. Só existe o BEM, o BOM, porque existem o MAL.L

O que mais me irrita é saber que todos nasceram para servir pois quem não nasce para servir, não serve para viver, pois fora da caridade, não há salvação e nem isso me deixam fazer.

A rotulação ela engessa, impede que mudemos, mudemos para melhor, que cresçamos, que possamos reconhecer nossos erros, ajudar o próximo, façamos o que queremos da nossa vida apenas porque “alguém” se acha no direito de nos julgar e de nos rotular.  Para essas pessoas eu só digo um: SÓ LAMENTO…

O que mais 

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Invasão de Privacidade

Perguntam-me constantemente a razão pela qual eu parei de publicar no meu blog. Sinceramente, constrange-me, ao extremo, ter que explicar o motivo.

Não tenho vergonha ou pudor algum em revelar a minha idade, completei em 25 de Setembro de 2015, 41 anos. Cresci e aprendi sozinha a acreditar que todos são livres, que devemos respeitar toda e qualquer diversidade, que racismo é um crime inconcebível, que o que o Ser Humano faz com a Mãe Natureza é monstruoso. Também creio que a Homofobia é irracional e preconceituosa, além de poder levar a outros crimes.

ODEIO me intrometer na vida alheia, só o faço quando sou instada a fazê-lo, a recíproca é verdadeira, NÃO permito que se meta em minha vida privada.

Na verdade, tudo o que eu falei acima, em nada atrapalharia com que eu continuasse e continue a escrever meu blog. E tenho realmente pensando em voltar a escrever. O que aconteceu foi que duas pessoas da minha mais alta confiança e amor, pegaram meus diários e agendas de anotações privadas e leram-nos às escondidas, sem o meu consentimento.

Não preciso dizer o tamanho pesar que sentir, eu não abro uma revista, uma propaganda. Não vou mentir que chorei como criança, eram meus pensamentos mais íntimos, secretos, coisas só minhas, bobagens.

Senti-me invadida invadida, traída, menos que uma pessoa, menos que uma coisa, uma coisa pelo menos tem seu valor. Claro que minha natureza perdoou, não tenho raiva, despreza, ódio, pena. O que sinto, às vezes, é que depois de todos os limites terem sido rompidos, eu perdi algo nesse processo. Talvez eu nunca mais seja a mesma.

Talvez, como diz Nietzsche, “Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te. Friedrich Nietzsche ou como diria Nelson Rodrigues: “Só o inimigo não trai nunca.”

Será que o inimigo estava na minha frente o tempo todo e eu não quis acreditar? Ou será que eu sabia que o inimigo estava na minha frente o tempo todo e ele não me traiu fez apenas o papel dele? Cabendo aí a questão de gêneros e plural e singular.

Quem sou eu para questionar tudo? Só posso falar de mim! E eu decidi seguir o caminho da verdade e sei que esse é o caminho mais difícil quando estamos cercado pelos seres mais diversos?

Paz & Amor!

Letícia Viana

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