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Archive for abril \30\UTC 2012

O QUE REALMENTE IMPORTA?

(Letícia Viana)

 

Pássaros cantando

Felizes com algo que eu não sei

Talvez seja por todo o espetáculo da Natureza

Bêbados discutem no bar

Já não sabem nem fazer o quatro com as pernas.

 

E eu leio um jornal de ponta-cabeça

Quem sabe eu descubro algo?

Quem sabe eu veja o que nem todos vêem?

Mas está escuro para eu poder ler direito

E eu nem sei se quero levantar

E acender a luz

Prefiro ouvir a música que toca e me faz chorar…

 

Fotos brincam nos meus olhos

Imagens paradas de um momento

Também isso nem importe tanto assim

Vejo coisas voando e aparecendo

Sem rumo

Sem se preocuparem com coisa alguma.

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O CHORO

O CHORO

(Letícia Viana)

 

Todo mundo chora

Por um motivo ou por outro

Todo mundo chora.

 

 

Não me envergonho de chorar

Choro pois ninguém sabe o que estou sentindo ou sabe

Choro de alegria, de tristeza,

Choro para desabafar mágoas

Choro de saudade

Choro de alívio, de raiva, de frustação

Choro lendo um livro, vendo um filme

Choro ouvindo música.

 

As pessoas choram

Qualquer que seja o motivo

Todo mundo tem

Suas próprias razões para chorar.

 

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APENAS UMA MADRUGADA TRISTE…

(Letícia Viana)

 

 

É apenas tristeza

Provocada pela indiferença

E pelos dissabores nascidos da decepção

Da ausência que é presença

 

Meu corpo está aqui

Mas estou em outro lugar qualquer

Eu queria estar bem longe

Não ver o que vejo, não saber o que sei

Queria dar um tempo,

Voar bem alto

Voltar a sonhar sem pensar…

Como eu queria…

 

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DESPERTAR

DESPERTAR

(Letícia Viana)

 

Eu sonhei…

Achei que tudo ia dar certo,

Criei fantasias, lindos sonhos.

Eu sonhei,

Sonhei que ia ser lindo

Castelos de areia,

Desmanchados pelo vento

Mas mesmo depois de desmanchados

Eu alimentava a esperança

De você sonhar comigo

Mas havia algo em seus olhos,

Olhos distantes

Eu queria que você me ligasse

Esperei um telefonema

E você não ligou…

Só que eu cansei de te esperar

Fiquei decepcionada comigo mesma

Por ser inocente, ingênua,

De achar que você ia mudar

Só que você não mudou, eu mudei

Eu cresci, e hoje

Depois de tanto sonhar,

Acordei e sabe o que eu descobri?

Que me sinto tão feliz e realizada,

Que é tão bom a liberdade,

Que a felicidade de se amar e amar a vida,

Que amar os amigos

E que eu posso AMAR livremente

Que tudo isso tem uma beleza sem preço!

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EXPOSTA

EXPOSTA

(Letícia Viana)

 

Tenho apenas que achar um jeito

Venho do frio e vou para o frio

A gente vive criando ilusões e sonhos

Encho a cabeça deles

Eu sei que eles bombeiam meu sangue

Mas quando não vingam

Doem como ferradura quente no corpo

E não saram facilmente

E a cada um que morre, é como se perdesse um filho que não nasceu.

 

Faca de dois gumes

Rua de mão dupla

E se eu corresse para o quarto e ligasse o aparelho de som

Esse hábito inconsciente

É porque preciso me recarregar

A vida é realmente estranha.

 

Às vezes bate uma vontade de desistir…

Tento ignorar quando choro

Para não chorar à exaustão

Hoje choro por dentro

Mas continuo rindo das besteiras…

 

Mesmo quando todo caminho que sigo dá errado

Mesmo quando escolho a pessoa errada para gostar

Mesmo se eu tentasse explicar

Levaria muito tempo…

 

Eu me atirei na maré

As ondas pareciam querer me devorar

E se estou sozinha no meu quarto, escolhi assim

 

Sou jovem demais para me deixar abater

Só que se esqueceram de nos contar o que se faz para se livrar da dor

Sabe, quando você se joga na vida

É como se nadasse na corda bamba

É como se pulasse de uma ponte para o rio

E cai no meio de uma correnteza

Você fica à deriva, exposta

Tentando achar um ponto de equilíbrio e de apoio.

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JOGOS

JOGOS

(Letícia Viana)

 

Eu ouço alguém gritar o meu nome

Mas eu olho e não vejo ninguém

Eu sei que você está aí, eu sinto o seu cheiro

Então porque você não aparece

E abre de uma vez logo o jogo?

 

Não pense que eu sou paciente

Eu não sou

Para que ficar enrolando,

Floreando, se enganando?

É como uma volta ao lar

Sempre está lá de braços abertos

Dizendo frases soltas, desconexas

Mas que você sabe o que elas significam.

 

Quem vai entregar os pontos?

Você está em cheque-mate

Sem saídas para encontrar

Agora é sair detrás dessa porta

E voltar para o seu lugar.

 

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A ANTÍTESE

A ANTÍTESE

(Letícia Viana)

 

Eu sempre ouvia você dizer: “Não vá!”

Eu te perguntava: “Por que não?”

Você fugia, mudava de assunto.

 

Achei que era preocupação à toa

Mas perguntava: “Por que não?”

Você fugia, mudava de assunto.

Despertando minha curiosidade,

Vontade louca de ir bem fundo,

De aventurar, mergulhar de cabeça.

 

Você tentava me pegar,

Mas eu não queria

Você dizia “não”, eu, “sim”.

 

Enquanto você se irritava, eu sorria

E quando eu perguntava: “Por que não?”

Você fugia, mudava de assunto.

 

Você e eu – personalidades opostas

Gostos diferentes para tudo

Você se liga no que as pessoas podem pensar

Eu, nem aí, faço o que quero.

 

Tantas diferenças

Confusões por besteiras

Eu te aceito do jeito que você é

Já você não me aceita como eu sou.

 

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